Mark Tansey Monte Sainte Victoire
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domingo, 23 de outubro de 2011

KANT QUADRO/ FACULDADES


Deleuze sobre Kant
Quadro de Kant
1°. sentido da palavra faculdade (Deleuze)
1.    relação com o objeto acordo conformidade, conhecimento, causalidade
2.    sujeito prazer, dor sentimento, vontade
3.    razão independe da experiência, mas se aplica a ela
2o. sentido da palavra faculdade
Intuição - sensível
Conceito - idéia (razão)
*              Conhecimento - síntese das representações
*               Re-presentação - Conhecimento = síntese do que se apresenta
Critica da razão pura - experiência sensível visada pela razão
Critica da razão prática - conceitos supra sensíveis apenas acessíveis à razão
pelas idéias
O termo médio entre os dois a razão pura e a razão prática é a faculdade do juízo  beleza.
Faculdade do juízo é a faculdade de pensar o particular como contido no universal.
Juízo de gosto e Antinomia do gosto
O que seria prazer (belo) O que conta é o efeito da representação sobre o sujeito. Prazer é a expressão sensível de juízo, da operação de julgar
Juízo estético é do tipo "belo".
Existência material/representação
Conceito forma - reflexão de objeto singular na imaginação como se dá esta reflexão
Desenho, composição, os quais são precisamente manifestações de reflexão formal. (disposição para a forma).
A forma (form) distingue a consciência de beleza de uma percepção. A form é aquilo que já se anuncia a um sujeito apenas consciente, e que lhe permite orientar-se na desordem da pré-objetividade. Mesmo sem conceitos empíricos e as percepções dispersas ainda não estão unificadas sob um conceito de objeto, a imaginação inventa regras e a vida estética conserva uma genialidade da qual a antropologia dá exemplos. (LEBRUN, Kant e o fim da Metafísica ).
As críticas da razão pura e da razão prática tratam de objetos distintos e inconciliáveis: a natureza e o espírito, acessível pela sensibilidade, acessível pela razão, respectivamente. A arte permite o jogo funcional entre sensibilidade e entendimento. O caráter livre da beleza (finalidade sem fim), a valorização da beleza e a disposição para a forma são aspectos que Kant aborda na Crítica da faculdade de juízo, que são apropriadas em teorias artísticas do século XIX e XX. O impulso lúdico de Schiller, natureza formadora de Goethe, impulso artístico, intenção e projeção sentimental (empatia), vontade de arte (Kunstwollen) de Alois Riegl.
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referências:
BAYER, Raymond. História da Estética
LEBRUN, Gérard. Kant e o fim da Metafísica
_____________. Sobre Kant
FERRY, Luc. Homo Aestheticus
DELEUZE, Gilles. Kant e a filosofia.


FACULDADES
GERAIS
DO ÂNIMO


FACULDADES
DE CONHECIMENTO

PRINCÍPIOS
A PRIORI

APLICAÇÃO À

faculdade de
conhecimento


entendimento

conformidade
a leis

natureza

sentimento de prazer e desprazer


faculdade do juízo

conformidade a fins

arte

faculdade de apetição/ desejo


razão

fim terminal

liberdade

Kant - Analise do belo

O juízo de gosto é estético.   p. 48
Complacência - que ligamos à representação da existência de um objeto.
O juízo de gosto é, independente de todo interesse.
·      Agradável interesse - não é um simples juízo mas um desejo de ser afetado por tal objeto.
·      Bom interesse - bom é o que é apraz mediante a razão pelo simple.
Conceito - instrumento, meio para outra coisa. Ambos em ambos esta contido o conceito de bom estão ligados à interesse.
Mas o juízo de gosto é meramente contemplativo, não é teórico nem prático. Não é fundado sobre conceitos e nem os tem por fim.
Explicação do Belo: Gosto é a faculdade de ajuizamento de um objeto ou de representação. Belo é a representado sem conceitos como objeto de uma complacência universal.
O belo não é qualidade do objeto, ele é o juízo não é lógico. O juízo estético contém simplesmente uma referência da representação do objeto do sujeito.
A universalidade do juízo (de gosto) é subjetiva.
O belo é o que apraz universalmente sem conceito.

""Os valores de beleza, presentes na obra de arte, igualmente nos oferecem uma espécie de reconciliação entre a razão e a imaginação, já que, na contemplação estética, a bela aparência que admiramos parece inteiramente penetrada dos valores do espírito. Finalidade sem fim (isto é, harmonia pura, fora de todo móvel exterior à obra de arte), a beleza oferece à nossa imaginação a oportunidade de uma satisfação inteiramente desinteressada.
Ela é, no mundo kantiano, o exemplo único de uma satisfação ao mesmo tempo sensível e pura de todo egoísmo, o momento privilegiado em que uma emoção, longe de manifestar meu egoísmo dominador, dele me liberta e, como se diz muito bem, me "arrebata". "" http://www.mundodosfilosofos.com.br/kant2.htm

A Critica do Juízo
O livro compõe-se de 2 partes: a crítica do belo e do sublime; a ciência da finalidade. A finalidade é o que precede a ação e aquilo cujo cumprimento acompanha a ação, é o fim. A realidade / natureza / universo se investiga a relação de causa e efeito = causalidade. A finalidade só se coloca diante da vida e da beleza.
Os objetos que causam prazer (belo, sublime), a simples causalidade não o explica - se são belos não é por causa da utilidade.
A forma (form) distingue a consciência de beleza de uma percepção. A form é aquilo que já se anuncia a um sujeito apenas consciente, e que lhe permite orientar-se na desordem da pré-objetividade. Mesmo sem conceitos empíricos e quando as percepções dispersas ainda não estão unificadas sob um conceito de objeto, a imaginação inventa regras e a vida estética conserva uma genialidade da qual a antropologia dá exemplos. (Lebrun, p. 462)
“Na Analítica do belo não estabelece distinção entre o sentimento vivido (finalidade subjetiva propriamente dita) e a representação que o precede e atrai, de modo que a finalidade sem fim designa ao mesmo tempo “simples prazer” e a propriedade de uma figura dada ‑ ora “a representação pela qual um objeto nos é dado (...) ora o efeito produzido em nós exclusivamente pela forma do objeto (...) O juízo de gosto só tem por princípio a forma da finalidade de um objeto (ou seu modo de representação). Ora seria certo que os dois conceitos são equivalentes e que partindo de um ou de outro chegaremos à mesma delimitação do juízo de gosto?”(...) (Lebrun, p. 451-54)
O belo só tem sentido pela finalidade subjetiva, não poderia designar ao mesmo tempo uma região da objetividade; se ele não passa de uma figura do imaginário, ele não pode ser posto em uma categoria determinada de formas mundanas” (Lebrun, p. 454-55).
BAYER, Raymond. História da Estética
LEBRUN, Gérard. Kant e o fim da Metafísica
_____________. Sobre Kant
FERRY, Luc. Homo Aestheticus
KANT, Imanuel. Crítica da Faculdade de Juízo.